Isso sim é que é exótico

7 de June de 2010

Você já ouviu falar de um aparelho – se é que posso chamar assim – que faz cafuné?

Aqui tem um close do danado:

Pois é. Recebi um e-mail falando de um site que vendia produtos exóticos, e achei isso lá.  Lá vende muitas outras coisas estranhas também, como:

É uma boa sugestão de lugar para você comprar um presente para aquele namorado ou namorada que tem gostos estranhos

Leandro Imagens

Projeto do Novo iPod

30 de May de 2010

Depois de pouco mais de um mês que um protótipo do iPhone foi encontrado em um bar, vazou na Internet o que pode ser o novo modelo do iPod, da Apple. Apesar do design inovador, imagino que a dificuldade para guardá-lo no bolso não deve agradar seus fãs pelo mundo:

(Essa imagem é ficção e é apenas uma brincadeira com o aparelho tocador de músicas da Apple)

Se você tem imagens, vídeos ou textos legais e gostaria que fossem publicados aqui no Urra, pode nos enviar no e-mail blogurra@gmail.com.

Leandro Imagens

Explodindo o Bilau

23 de May de 2010

Vi esse post no Mundo Gump e não resisti, tive que colocar aqui no Urra. Vale a pena assistir. Esse cara é totalmente desmiolado!

Leandro Vídeos

Lula, Coréia, Ficha Limpa e Fones de Ouvido

21 de May de 2010

De tanto ver a TV falando e proclamando para os quatro cantos que sedentarismo traz doenças e a tão temida morte, comecei a fazer exercícios. Não que eu tenha abraçado a causa de olhos fechados, já que depois desses casos de jogadores de futebol que caíram duros durante uma partida, eu fiquei matutando se esse papo de fazer exercícios não é só balela. Esses caras ficam a maior parte do tempo correndo pra lá e pra cá e deveriam estar imunes a esse tipo de tragédia – pelo menos na minha concepção.

Mas, de qualquer forma, por precaução, comecei fazendo caminhada, e depois de sofrer alguns dias, resolvi avançar para o próximo passo: comecei a correr. Pra quem ficou com preguiça só de pensar, digo o seguinte: até que não é lá nenhum castigo quando se pega o ritmo e se tem um inseparável aparelho de MP3 como companheiro.

Na verdade, tinha uma única coisa que me incomodava naquele processo todo: o fone de ouvido do tal MP3. Pra se sincero, isso me incomodava muito. Isso porque, quando eles mediram o fio, acho que usaram uma criança de 10 anos como modelo, o que talvez explique por que ele fosse tão curto. Daí, como o fio era pequeno, o MP3 não chegava até o bolso da bermuda, fazendo com que tivesse que encontrar outros lugares pra enfiá-lo – no bom sentido. Aí você corria e tinha que ficar preocupando com MP3 escorregando, MP3 caindo, MP3 pulando, e por aí ia.

Tentando resolver tamanho problema, saí um dia à caça de um fone de ouvido com um fio mais longo. Depois de passar em vários camelôs, por fim, encontrei o tal acessório. Ainda tinha o problema de o plugue ser maior que a entrada do MP3, mas isso foi resolvido comprando um pequeno adaptador, depois de mais algumas voltas por ali.

No dia seguinte, levantei ansioso, como uma criança que ganha um brinquedo novo e quer mostrar pros amiguinhos. Fiquei pensando como é interessante como coisas pequenas – e baratas – podem influencias no humor da gente.

Liguei a TV como de costume, para ouvir o noticiário enquanto vestia a roupa para sair. Falavam do Lula no Irã e do acordo que fizeram para evitar as sanções internacionais. Depois, da possível guerra que poderia se iniciar se a Coréia do Sul continuasse acusando a Coréia do Norte de ter afundado um de seus navios; briga de vizinhos que acabou em morte em São Paulo; a crise na Europa, as bolsas despencando, a iminência de uma nova crise; a aprovação da Ficha Limpa no…

A partir daí não ouvi mais nada. Janis Joplin não deixou – começou a cantar nos meus ouvidos, aumentei o volume, e saí – tranqüilo, sereno, com o MP3 onde sempre deveria ter estado: no bolso da bermuda!

Leandro Textos

Sobre Filmes e Sexo

19 de May de 2010

Tem um barzinho aqui na cidade que já virou caminho da roça pra gente. Eu, Fá, Marcinha e Junão marcamos ponto lá praticamente todo sábado. A mesa da esquina da rua só falta ter nosso nome: faça chuva ou faça sol, ela sempre sobra pra gente.

Um sábado desses, estávamos lá, tititi, tatatá, conversas aleatórias, whatever, como sempre. Então Fá e Marcinha começaram a tirar fotos. Nunca vi bicho que gosta mais de tirar foto que esse tal de bicho-mulher. Ave Maria! Começaram a tirar fotos delas, delas com Junão, aquelas caras de pato, e eu, que não sou muito chegado a sair em fotos, já virei pro lado do palco pra ver o que tava rolando lá, dando um de João-sem-braço.

Avistei algo interessante na mesa perto do palco – se é que vocês me entendem – e comecei a viajar, na mesa e na música do Leoni:

Quando ela cai no sofá
So far away
Vinho à beça na cabeça
Eu que sei..
Quando ela insiste em beijar
Seu travesseiro
Eu me viro do avesso
Eu vou dizer aquelas coisas
Mas na hora esqueço…

Fá, Marcinha e Junão conversando sem parar e flashes piscando pra lá e pra cá, e eu ali viajando e tomando minha vodka com guaraná (rimou!!! Seria eu um poeta enrustido!?).

Comecei a sentir uma pressão no meu braço direito, tipo quando colocam aquele equipamento de medir pressão no braço da gente e começam a apertar aquela bombinha… sabe como é, né? Tava fraco e foi aumentando. Eu ouvindo “Por que não eu? Ah! Ah!” e aquele negócio me incomodando. Até que chegou uma hora que não agüentei e me virei tão rápido pra ver o que era, que meu corpo virou, mas a imagem demorou pra chegar no meu cérebro (resultado da vodka com guaraná, imagino).

Quando a imagem terminou de se formar, lá estava Fá segurando o meu braço. Como sempre sou carinhoso com as mulheres, segurei a ebulição de raiva que surgia de dentro de mim e disse:

- Quié cabeção? Tá doida?

- O que você acha, Léo? – falou, com aquela risadinha insana na cara.

- O que acha de que, pelo amor de Deus? – perguntei, amorosamente como um tanque de guerra.

- Estávamos discutindo aqui… quando um cara chama uma menina pra assistir filme na casa dele, ele realmente quer assistir filme? É estranho ele não tentar nada?

Uma pausa pra explicar uma coisa. Algumas pessoas realmente acham que eu sou um cara a quem elas devem ouvir. Sei que tenho muito mais dúvidas do que certezas, mas existem alguns homo sapiens que me escutam. Não sei explicar por que, mas me escutam. Me perguntam coisas sobre relacionamentos, família, profissão e outras cositas más.

Esses dias, uma tal de Lucimara me enviou um convite pra ser amigo dela no Orkut. Como não reconheci pela foto, entrei no perfil dela. Vi que não morava na minha cidade e tampouco era amiga de algum conhecido meu. Então, mandei um scrap perguntando de onde ela me conhecida. Ela respondeu com outro scrap dizendo “oi lindinho sou a mara vc parece ser super simpatico adoraria ser sua amiga”. Exatamente isso aí foi o que ela escreveu – copiei e colei, não alterei uma vírgula. É claro que recusei o convite dela (calma, ela não era bonita não, nem isso valia a pena). Então, alguns dias depois ela manda outro scrap: “vc sumiu to precisando tanto ouvir umas palavras bonitas”. Dá pra acreditar nisso? Eu nunca vi a menina, nunca conversei com ela, e ela diz que quer ouvir palavras bonitas de mim? Eu tenho cara de Padre Fábio de Melo? Ou de Antônio Roberto? Só pode. Daqui a pouco compro um divã e começo a cobrar.

Voltando ao assunto… Fá ainda segurando meu braço e fazendo aquela pergunta indiscreta. Estranho uma mulher perguntar isso para um homem. Mulheres geralmente discutem suas intimidades entre si, não ficam por aí pedindo opinião de homem.

- Como assim? Por que você tá perguntando? – falei, sem baixar minha guarda. O que eu falasse ali poderia influenciar nas possíveis relações com possíveis amigas da Fá que ela poderia vir a me apresentar futuramente. Claro, tem que se pensar nessas coisas também, né? O mundo dá voltas… nunca se sabe.

- Nada, Léo. É só um assunto que estávamos discutindo aqui. – Ela já tinha tirado o sorriso do rosto e tava parecendo meio aflita. Olhei pra Marcinha e ela tava séria. Vi que não era só um assunto aleatório. Aquilo tinha a ver com algo que tinha acontecido com Fá ou Marcinha e eu, como bom samaritano, resolvi colocar panos quentes no negócio.

- Cada situação é uma situação, Fá. Às vezes o cara quer só sexo mesmo, o filme é apenas um pretexto. Mas, se ele gosta da menina, e espera ter algo sério com ela, talvez ele não tente nada, ou tente e não insista, já que estar com ela ali já basta. Sexo torna-se uma coisa secundária, que vai vir com o tempo.

Nossa, falei bonito demais! Se filmassem minha cara falando isso, eu poderia concorrer ao Oscar. Minha mãe teria tanto orgulho de mim se estivesse ali. Junão ficou olhando pra mim como um pai orgulhoso olha para o filho que acabou de passar no vestibular.

Depois que falei isso, o rosto de Fá mudou. Precisavam ver o alegrião da menina. Faltou subir na mesa e dançar o rebolation.

Foi o que a Marcinha disse naquele momento que fechou minha noite com chave de ouro:

- Tá vendo, Fá? Eu te disse. Pode sair com o cara de novo, ele não é gay!

Tempos modernos…

Leandro Textos